26 de junho de 2010

Em 4 meses, dez sites de compras coletivas já estrearam no país

MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO

 

Quatro meses após a estréia do primeiro site de compra coletiva no Brasil, já há dez funcionando no país, e o modelo de negócios atrai investimentos estrangeiros.  O Groupon, empresa americana pioneira no ramo, lança hoje o site Clube Urbano (clubeurbano.com.br), que começa com ofertas em São Paulo. A primeira será a venda de vale-compras de R$ 125 na Forneria don'Ana, na zona sul, por R$ 50. Com investimento inicial de cerca de US$ 15 milhões, a companhia quer estar em mais de 30 cidades do país, dentro de quatro meses.  Nos sites de compra coletiva, os clientes cadastrados recebem ofertas de descontos -que chegam a 90%- em estabelecimentos como restaurantes e salões de beleza. Mas o vale-compras só é válido se um número mínimo de pessoas comprá-los.

"Nos EUA, já há 200 sites. Acredito que o Brasil pode ser nosso segundo maior mercado em um ano", estima o presidente do Clube Urbano, Florian Otto. O Grupon nasceu nos EUA em 2008 e neste ano seu valor chegou a US$ 1,3 bilhão. A empresa está presente também no Canadá, na Europa e no Chile. Em breve chega a Argentina, Japão, Austrália, Cingapura e Hong Kong. Segundo Otto, isso permite ao grupo estabelecer parcerias globais para criação de ofertas. A companhia, que tem 15 funcionários aqui, pretende contratar mais cem.

Outro site que nasceu com recursos estrangeiros, o Clickon (clickon.com.br), está presente em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Curitiba e chega nas próximas semanas a Recife, Brasília, Salvador, Rio e Porto Alegre.  O grupo estreou em maio, com verba de R$ 17 milhões do empresário alemão Klaus Hommels, também investidor dos sites Skype e Facebook. Já tem 200 mil clientes. "Vamos manter a preocupação com a qualidade dos produtos ofertados. Temos um know-how sobre o público brasileiro que o Groupon não tem", diz Marcelo Macedo, um dos sócios do Clickon.

Ofertas

A rápida proliferação de páginas de compra coletiva provocou o surgimento de um novo tipo de site, que agrega as ofertas. Já está no ar, embora em estágio beta, o Zipme (zipme.com.br), que reúne em um mesmo ambiente as ofertas de compra coletiva do diversos sites. "Tivemos a ideia de criar o Zipme ao nos colocarmos na posição do consumidor. São tantos sites que fica difícil acompanhar todas as ofertas", explica Guilherme Wroclawski, um dos fundadores.

 

Tryvertising em Curitiba

Loja grátis terá filial em Curitiba

Depois de abrir a sua primeira loja grátis em São Paulo, o Clube Amostra Grátis planeja abrir novo empreendimento desta vez, em Curitiba-PR. A filial vai funcionar no endereço Rua Visconde do Rio Branco, 1322, Batel. A previsão de abertura é no final de julho. Na capital paulista o conceito está funcionando bem segundos os administradores e a loja registra número como 11 mil cadastrados, cerca 100 empresas e mais de 140 marcas.

Fonte: M&M

 

23 de junho de 2010

Faça compras sem pagar nada

Com investimento de R$ 4 milhões, foi inaugurada nesta terça-feira, 22, em São Paulo, a Sample Central, que oferece produtos gratuitamente para serem testados pelos consumidores. A cidade já conta com uma loja nos mesmos moldes, Clube Amostra Grátis, na Vila Madalena, inaugurada em 11 de maio. Ambas trabalham com o conceito tryvertising, ou seja, oferecer mercadorias para que a pessoa experimente e depois dê sua opinião.

"O brasileiro tem uma cultura de consumo muito bacana, é curioso e adora lançamentos. Além disso, o mercado está aquecido e as empresas fazem grandes investimentos para conhecer o consumidor", afirma João Pedro Borges Badue, gerente-geral da Sample Central Brasil. A iniciativa tem como sócios Cereja/PRN (da qual Badue é diretor de desenvolvimento de novos negócios), Ibope, Bullet e o publicitário Celso Loducca.

Para a inauguração da primeira unidade no Brasil, os sócios trouxeram o australiano Anthony J. James, criador do conceito da Sample Central, cuja primeira loja foi aberta no Japão, em julho de 2007. "Tenho certeza que será um sucesso", diz James sobre a franquia brasileira, localizada na rua Augusta, na região dos Jardins. Em Tóquio, 76% dos que experimentaram produtos compraram depois os mesmos itens em lojas comuns.

Para participar o consumidor deve se cadastrar no site da empresa (www.samplecentral.com.br) e pagar uma anuidade de R$ 15. A ida à loja deve ser agendada e a cada visita pode levar cinco produtos. Em contrapartida, deve responder a uma pesquisa sobre os itens experimentados, num prazo de até cinco dias. Até o momento, 16 mil pessoas se cadastraram e a expectativa é chegar a 90 mil em nove meses.

As empresas participantes, além de divulgarem seus produtos por meio da experimentação, podem também ter acesso aos resultados da pesquisa. Os itens ficam nas prateleiras por 15 dias. Nesta primeira rodada a loja conta 230 marcas, de empresas como Nestlé, Hypermarcas, Avon, P&G, Panco, Ajinomoto e Wickbold, entre outras.

 

Fonte: M&M

18 de junho de 2010

Marcas são esculturas de significado

Profissionais de marketing são gerentes de significado, trabalhando com esculturas de significado que naturalmente os consumidores estão aptos a produzir

Em que consiste, na sua essência, a função do profissional de marketing? Se você repetir essa pergunta - como eu já fiz - para diversos executivos que atuam na área, provavelmente vai encontrar respostas bastante divergentes. Na literatura acadêmica as respostas também são múltiplas e, não raramente, geram mais confusão do que explicam. Mas uma pergunta desta importância não pode ficar sem uma resposta clara. Para encurtar a história, decidi investigar essa questão.

 

A proposta mais interessante que encontrei foi, para minha surpresa, a de um antropólogo, o americano Grant McCracken. Ele sugere – absolutamente não de forma inédita, mas de modo bastante assertivo – que profissionais de marketing são, em essência, “gerentes de significado”. Crescimento de market share, resultados financeiros positivos... o sucesso deste executivo é sempre diretamente ligado à eficácia com que ele constrói significado para marcas.

 

E então McCracken acrescenta que significados não são criados do nada, eles têm sua origem na cultura: o conjunto de crenças, valores, comportamentos e instituições que organizam a vida em sociedade. É nesta preciosa fonte que bebem os profissionais de marketing, buscando significados que são então gerenciados para agregar valor a um determinado produto ou serviço, construir marcas e retornar posteriormente para a vida do consumidor.

 

Faz sentido para você? Para mim fez. Tanto que continuei navegando nos mares da antropologia e constatei que diversos autores escreveram sobre as operações mentais que pessoas, vivendo em sociedade, naturalmente fazem para atribuir significados, e portanto valor, a coisas ou objetos (ou, se você preferir, produtos). Sempre comparando os resultados desta investigação com o que efetivamente acontece no universo das marcas, comecei a catalogar essas diferentes, e “ancestrais”, operações mentais e finalmente as organizei em 12 tipos.

Claro, não pretendo que esta lista seja exaustiva e definitiva. Espero sim que ela seja fonte de inspiração. Pois acredito que é da profunda compreensão das motivações envolvidas nestas “naturais esculturas de significado humanas” que nasce o talentoso profissional de marketing. Note bem que em cada uma destas “esculturas” o tangível não muda, ou pelo menos, não necessariamente. O que é esculpido e modelado são os significados atribuídos à coisa material:

 

1. De “coisa” para... “Amuleto”
Operação mental em que é atribuído um “poder mágico” a determinado objeto. Exemplo ouvido recentemente de um jovem: “nossa, com este tênis parece que sou capaz até de voar...”

2. De “coisa” para... “Ingresso”
Objeto cuja posse culturalmente passa a implicar, ou ao menos facilitar, a aceitação em um desejado grupo social, mesmo que não formalmente constituído. Exemplo: ser assinante de determinada revista contribui para que o consumidor seja percebido como um “intelectual”.

3. De “coisa” para...“Personagem”
Operação mental em que o objeto ganha significado e valor ao passar a fazer parte do enredo da vida da pessoa, como um personagem. Exemplo: o cartão de crédito que esteve comigo em todas as fases da minha vida.

4. De “coisa” para...“Caça”
Operação em que significado e valor são atribuídos ao objeto em razão de características do próprio processo de busca e aquisição. Exemplo atual: “itens de coleção, quando até uma simples figurinha ganha um valor inestimável”.

5. De “coisa” para...“Ponte”
O objeto ganha significado quando culturalmente se torna uma ponte para aproximar pessoas e facilitar a interação social. Esta ponte pode ser “física”, quando, por exemplo, a coisa se torna um presente, ou “emocional”, quando a ponte surge de um tema de interesse comum que o objeto desperta. Exemplo: uma camiseta com ilustrações inspiradas em um filme ou programa de TV.

6. De “coisa” para...“Autêntico”
Normalmente, operação mental que acontece no vetor temporal: objeto ganha significado ao se tornar um representante fiel de iniciativa ou momento valorizado do passado. Exemplo pessoal: o “baleiro” que orgulhosamente exibo na minha sala.

7. De “coisa” para...“Exótico”
Operação mental que navega no vetor espacial: objeto ganha valor quando passa a representar outras culturas ou pontos de vista. Exemplo: um vaso com motivos africanos.

8. De “coisa” para... “Troféu”
O que se torna escasso ou limitado, inclusive por meio do preço, ganha significado ao delimitar territórios sociais. Exemplos proliferam no mercado de luxo.

9. De “coisa” para...“Saber”
Objeto que também passa a delimitar territórios sociais, só que principalmente em função do conhecimento demandado para sua utilização e fruição. Exemplo obrigatório: uma garrafa de vinho.

10. De “coisa” para...“Bandeira”
Objeto que se torna símbolo de um desejo humano maior, como liberdade, amor, mudança ou a pátria. Exemplo antológico: uma motocicleta Harley-Davidson.

11. De “coisa” para...“Arte”
Objeto que passa a ser descrito como exemplo da inventividade humana e da nossa capacidade de transcender o meramente biológico. Exemplos abundam na gastronomia: “isto não é comida apenas, são pepitas de chocolate trufado”.

12. De “coisa” para...“Sagrado”

Objeto cujo significado mais evidente é transferido de outra pessoa, não raramente uma celebridade, que detinha a posse anterior da coisa ou que se envolveu na sua produção e consumo. Exemplo: o “perfume de Antonio Banderas”.

Em resumo: profissionais de marketing são gerentes de significado, trabalhando com esculturas de significado que naturalmente os consumidores estão aptos a produzir. Em certo sentido, nós não inventamos nada. Construímos significado quando gerenciamos eficazmente – estimulando e compartilhando com consumidores - um processo que é fundamentalmente humano.

Fernando Jucá (Diretor Associado do Grupo Troiano de Branding)

Fonte: Mundo do Marketing (www.mundodomarketing.com.br)

 

16 de junho de 2010

TV rouba audiência da internet

São Paulo – Uma queda de 75% no tráfego online. Esse foi o efeito direto que a estréia do Brasil na Copa causou sobre a internet nacional. Os números são da empresa Tecla Serviços de Internet, que monitorou o acesso corporativo à rede mundial de computadores e constatou uma queda brusca no acesso a e-mails e sites comerciais durante o primeiro jogo do Brasil.

 

Entre os 16 mil sites e 250 mil e-mails corporativos hospedados na empresa, foi registrada uma redução de 75% no tráfego de dados comparado a um dia comum. “O brasileiro, apaixonado por futebol, parou sua rotina para acompanhar todos os lances da seleção. Emails e acesso a sites profissionais foram totalmente deixados de lado, mantendo apenas atualizações em mídias sociais como Twitter e eventualmente outras redes sociais”, disse Cristian Gallegos, diretor-geral da Tecla Serviços de Internet.

 

Fonte: Info

14 de junho de 2010

As marcas mais quentes do mundo

O Advertising Age publica nesta semana a edição 2010 de seu estudo World's Hottest Brands, com as 30 marcas mais quentes do mundo divididas em três categorias: globais, regionais e locais.

O Brasil está representado por Natura e Havaianas nas dez regionais escolhidas por serem as mais reconhecidas em seus mercados domésticos e em fase de expansão para outros países. A Azul Linhas Aéreas Brasileiras, por sua vez, aparece entre as dez locais com cases mais inovadores. Entre as globais, em ordem alfabética, aparecem BMW, Coca-Cola, Facebook, H&M, Ikea, McDonald's, Nike, Nintendo Wii, Pampers e Tesco.

No relatório do AdAge que explica a inclusão de todas as marcas, é ressaltado o crescimento de 130% no volume de vendas de Havaianas na Europa e nos EUA no último trimestre de 2009 e o fato de 68% das pessoas que declaram conhecer a marca já terem comprado ao menos um par das sandálias.

Para Natura, contou o share de 22,3% no mercado brasileiro de cosméticos e a primeira aparição entre as cem empresas globais mais sustentáveis da Innovest Strategic Value Advisors. A Azul, presidida pelo brasileiro David Neeleman, bateu em 2009 o recorde mundial de passageiros transportados no primeiro ano de atividade: dois milhões. Entre as marcas locais apareceram duas argentinas: o banco Hipotecário e Mama Lucchetti.

A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1413 de Meio & Mensagem, que circula com data de 14 de Junho de 2010.

Depois de MTV, Estadão lança edição 3D

O Estadão lançará no dia 28 uma edição em que fotos, imagens editoriais e anúncios serão produzidos em tecnologia 3D. Cada exemplar, vendido em banca ou enviado para o assinante, será acompanhado de 1 par de óculos especiais. Segundo comunicado enviado pela assessoria de imprensa, os anunciantes interessados "em participar da novidade" deverão criar seus materiais com o mesmo recurso. A iniciativa não é inédita. O gratuito MTV na Rua, da Abril, apresentou versão com os mesmos recursos na ultima 6ª.

 

Fonte: M&M