1 de julho de 2010
Jornal do Brasil pode descontinuar versao impressa
O Jornal do Brasil realiza um levantamento com seus leitores para saber se deve abandonar sua versao impressa e publicar apenas nos meios digitais. O resultado da pesquisa, segundo informa o colunista Guilherme Barros, deverá sair apenas em agosto e o jornal teria reais intençoes de se tornar o primeiro do país a migrar totalmente para a web. O JB vive em dificuldades financerias e o empresario Nelson Tanure teria declarado que abandona a empresa neste 2o semestre.
Fonte: B&B
26 de junho de 2010
Em 4 meses, dez sites de compras coletivas já estrearam no país
MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO
Quatro meses após a estréia do primeiro site de compra coletiva no Brasil, já há dez funcionando no país, e o modelo de negócios atrai investimentos estrangeiros. O Groupon, empresa americana pioneira no ramo, lança hoje o site Clube Urbano (clubeurbano.com.br), que começa com ofertas
"Nos EUA, já há 200 sites. Acredito que o Brasil pode ser nosso segundo maior mercado em um ano", estima o presidente do Clube Urbano, Florian Otto. O Grupon nasceu nos EUA em 2008 e neste ano seu valor chegou a US$ 1,3 bilhão. A empresa está presente também no Canadá, na Europa e no Chile. Em breve chega a Argentina, Japão, Austrália, Cingapura e Hong Kong. Segundo Otto, isso permite ao grupo estabelecer parcerias globais para criação de ofertas. A companhia, que tem 15 funcionários aqui, pretende contratar mais cem.
Outro site que nasceu com recursos estrangeiros, o Clickon (clickon.com.br), está presente
Ofertas
A rápida proliferação de páginas de compra coletiva provocou o surgimento de um novo tipo de site, que agrega as ofertas. Já está no ar, embora em estágio beta, o Zipme (zipme.com.br), que reúne em um mesmo ambiente as ofertas de compra coletiva do diversos sites. "Tivemos a ideia de criar o Zipme ao nos colocarmos na posição do consumidor. São tantos sites que fica difícil acompanhar todas as ofertas", explica Guilherme Wroclawski, um dos fundadores.
Tryvertising em Curitiba
Loja grátis terá filial em Curitiba
Depois de abrir a sua primeira loja grátis
Fonte: M&M
23 de junho de 2010
Faça compras sem pagar nada
Com investimento de R$ 4 milhões, foi inaugurada nesta terça-feira, 22,
"O brasileiro tem uma cultura de consumo muito bacana, é curioso e adora lançamentos. Além disso, o mercado está aquecido e as empresas fazem grandes investimentos para conhecer o consumidor", afirma João Pedro Borges Badue, gerente-geral da Sample Central Brasil. A iniciativa tem como sócios Cereja/PRN (da qual Badue é diretor de desenvolvimento de novos negócios), Ibope, Bullet e o publicitário Celso Loducca.
Para a inauguração da primeira unidade no Brasil, os sócios trouxeram o australiano Anthony J. James, criador do conceito da Sample Central, cuja primeira loja foi aberta no Japão, em julho de 2007. "Tenho certeza que será um sucesso", diz James sobre a franquia brasileira, localizada na rua Augusta, na região dos Jardins. Em Tóquio, 76% dos que experimentaram produtos compraram depois os mesmos itens em lojas comuns.
Para participar o consumidor deve se cadastrar no site da empresa (www.samplecentral.com.br) e pagar uma anuidade de R$
As empresas participantes, além de divulgarem seus produtos por meio da experimentação, podem também ter acesso aos resultados da pesquisa. Os itens ficam nas prateleiras por 15 dias. Nesta primeira rodada a loja conta 230 marcas, de empresas como Nestlé, Hypermarcas, Avon, P&G, Panco, Ajinomoto e Wickbold, entre outras.
Fonte: M&M
18 de junho de 2010
Marcas são esculturas de significado
Profissionais de marketing são gerentes de significado, trabalhando com esculturas de significado que naturalmente os consumidores estão aptos a produzir
Em que consiste, na sua essência, a função do profissional de marketing? Se você repetir essa pergunta - como eu já fiz - para diversos executivos que atuam na área, provavelmente vai encontrar respostas bastante divergentes. Na literatura acadêmica as respostas também são múltiplas e, não raramente, geram mais confusão do que explicam. Mas uma pergunta desta importância não pode ficar sem uma resposta clara. Para encurtar a história, decidi investigar essa questão.
A proposta mais interessante que encontrei foi, para minha surpresa, a de um antropólogo, o americano Grant McCracken. Ele sugere – absolutamente não de forma inédita, mas de modo bastante assertivo – que profissionais de marketing são, em essência, “gerentes de significado”. Crescimento de market share, resultados financeiros positivos... o sucesso deste executivo é sempre diretamente ligado à eficácia com que ele constrói significado para marcas.
E então McCracken acrescenta que significados não são criados do nada, eles têm sua origem na cultura: o conjunto de crenças, valores, comportamentos e instituições que organizam a vida em sociedade. É nesta preciosa fonte que bebem os profissionais de marketing, buscando significados que são então gerenciados para agregar valor a um determinado produto ou serviço, construir marcas e retornar posteriormente para a vida do consumidor.
Faz sentido para você? Para mim fez. Tanto que continuei navegando nos mares da antropologia e constatei que diversos autores escreveram sobre as operações mentais que pessoas, vivendo em sociedade, naturalmente fazem para atribuir significados, e portanto valor, a coisas ou objetos (ou, se você preferir, produtos). Sempre comparando os resultados desta investigação com o que efetivamente acontece no universo das marcas, comecei a catalogar essas diferentes, e “ancestrais”, operações mentais e finalmente as organizei em 12 tipos.
Claro, não pretendo que esta lista seja exaustiva e definitiva. Espero sim que ela seja fonte de inspiração. Pois acredito que é da profunda compreensão das motivações envolvidas nestas “naturais esculturas de significado humanas” que nasce o talentoso profissional de marketing. Note bem que em cada uma destas “esculturas” o tangível não muda, ou pelo menos, não necessariamente. O que é esculpido e modelado são os significados atribuídos à coisa material:
1. De “coisa” para... “Amuleto”
Operação mental em que é atribuído um “poder mágico” a determinado objeto. Exemplo ouvido recentemente de um jovem: “nossa, com este tênis parece que sou capaz até de voar...”
2. De “coisa” para... “Ingresso”
Objeto cuja posse culturalmente passa a implicar, ou ao menos facilitar, a aceitação em um desejado grupo social, mesmo que não formalmente constituído. Exemplo: ser assinante de determinada revista contribui para que o consumidor seja percebido como um “intelectual”.
3. De “coisa” para...“Personagem”
Operação mental em que o objeto ganha significado e valor ao passar a fazer parte do enredo da vida da pessoa, como um personagem. Exemplo: o cartão de crédito que esteve comigo em todas as fases da minha vida.
4. De “coisa” para...“Caça”
Operação em que significado e valor são atribuídos ao objeto em razão de características do próprio processo de busca e aquisição. Exemplo atual: “itens de coleção, quando até uma simples figurinha ganha um valor inestimável”.
5. De “coisa” para...“Ponte”
O objeto ganha significado quando culturalmente se torna uma ponte para aproximar pessoas e facilitar a interação social. Esta ponte pode ser “física”, quando, por exemplo, a coisa se torna um presente, ou “emocional”, quando a ponte surge de um tema de interesse comum que o objeto desperta. Exemplo: uma camiseta com ilustrações inspiradas em um filme ou programa de TV.
6. De “coisa” para...“Autêntico”
Normalmente, operação mental que acontece no vetor temporal: objeto ganha significado ao se tornar um representante fiel de iniciativa ou momento valorizado do passado. Exemplo pessoal: o “baleiro” que orgulhosamente exibo na minha sala.
7. De “coisa” para...“Exótico”
Operação mental que navega no vetor espacial: objeto ganha valor quando passa a representar outras culturas ou pontos de vista. Exemplo: um vaso com motivos africanos.
8. De “coisa” para... “Troféu”
O que se torna escasso ou limitado, inclusive por meio do preço, ganha significado ao delimitar territórios sociais. Exemplos proliferam no mercado de luxo.
9. De “coisa” para...“Saber”
Objeto que também passa a delimitar territórios sociais, só que principalmente em função do conhecimento demandado para sua utilização e fruição. Exemplo obrigatório: uma garrafa de vinho.
10. De “coisa” para...“Bandeira”
Objeto que se torna símbolo de um desejo humano maior, como liberdade, amor, mudança ou a pátria. Exemplo antológico: uma motocicleta Harley-Davidson.
11. De “coisa” para...“Arte”
Objeto que passa a ser descrito como exemplo da inventividade humana e da nossa capacidade de transcender o meramente biológico. Exemplos abundam na gastronomia: “isto não é comida apenas, são pepitas de chocolate trufado”.
12. De “coisa” para...“Sagrado”
Objeto cujo significado mais evidente é transferido de outra pessoa, não raramente uma celebridade, que detinha a posse anterior da coisa ou que se envolveu na sua produção e consumo. Exemplo: o “perfume de Antonio Banderas”.
Em resumo: profissionais de marketing são gerentes de significado, trabalhando com esculturas de significado que naturalmente os consumidores estão aptos a produzir. Em certo sentido, nós não inventamos nada. Construímos significado quando gerenciamos eficazmente – estimulando e compartilhando com consumidores - um processo que é fundamentalmente humano.
Fernando Jucá (Diretor Associado do Grupo Troiano de Branding)
Fonte: Mundo do Marketing (www.mundodomarketing.com.br)
16 de junho de 2010
TV rouba audiência da internet
São Paulo – Uma queda de 75% no tráfego online. Esse foi o efeito direto que a estréia do Brasil na Copa causou sobre a internet nacional. Os números são da empresa Tecla Serviços de Internet, que monitorou o acesso corporativo à rede mundial de computadores e constatou uma queda brusca no acesso a e-mails e sites comerciais durante o primeiro jogo do Brasil.
Entre os 16 mil sites e 250 mil e-mails corporativos hospedados na empresa, foi registrada uma redução de 75% no tráfego de dados comparado a um dia comum. “O brasileiro, apaixonado por futebol, parou sua rotina para acompanhar todos os lances da seleção. Emails e acesso a sites profissionais foram totalmente deixados de lado, mantendo apenas atualizações em mídias sociais como Twitter e eventualmente outras redes sociais”, disse Cristian Gallegos, diretor-geral da Tecla Serviços de Internet.
Fonte: Info
