14 de maio de 2009

Dia mundial da internet - estatísticas

No dia 17 de maio de 2009 será comemorado o Dia mundial da Internet (decreto da ONU do dia 19/01/2006). Nada melhor que um artigo de estatísticas sobre a difusão da internet no Brasil para ressaltar sua importância e o quanto de história ela ainda vai contar. Lembrando que, para elaborar esse texto, foram realizadas pesquisas em diferentes tipos de sites e todas as referências (fontes) estão no final.

Vale a pena também conferir no meu twitter outros dados estatísticos.

A internet no Brasil

Em um país de população tão heterogênea de estilos, culturas e regiões, o Brasil destaca-se na rede mundial de internet por uma característica homogênea de seus usuários: a capacidade de se relacionar. Nada mal, então, destacarmos o Orkut, rede social de relacionamentos, que tem os brasileiros como maior porcentagem de usuários: 49%. Dos 54 milhões de internautas, 76% no Brasil utilizam o orkut como ferramenta de relacionamento. 

Do total de usuários brasileiros que acessam a internet, 21% possuem mais de 10 anos de idade. Segundo o IBGE, os internautas têm em média 28 anos, rendimento médio mensal domiciliar per capita de R$ 1.000 e escolaridade de 10,7 anos. Os acessos variam de ambientes como: casa (25,5 milhões), trabalho ou centros públicos ou privados. Cada internauta residencial permanece conectado 26 horas e 15 minutos no mês.

Nos últimos quatro anos, a posse de computadores nos domicílios cresceu em média 18% mais rápido que o número de domicílios com conexão à internet, que cresceu 16%. Quando trata-se de formas de acesso, a conexão discada ainda supera a de banda larga. Atualmente, temos 11 milhões de conexões de banda larga no país e 12 milhões de conexões discadas.

Hoje, o Brasil é o sexto país do mundo com o maior número de domínios, somando 1,6 milhão de registros com o final .br. O registro .br era, inicialmente, disponível apenas para empresas, pois o cadastro exigia a inscrição do CNPJ. Hoje, o .br aceita também o CPF, permitindo que pessoas físicas e empresas não registradas adquiram o domínio com .br. O levantamento, feito com 3500 empresas de todos os portes (grande, média e pequena) de todo o país, constata que 53% delas têm website, mas a maior parte deles é voltado apenas para informações institucionais. Apenas 13% das corporações, por exemplo, utilizam os seus sites para efetivar pagamentos de transações.

O comércio eletrônico no Brasil está em boa fase. Em 2008, a internet movimentou mais de 8 bilhões de reais, ocasionando um crescimento de 30% em relação a 2007. Mais de 13 milhões de pessoas no Brasil já compraram ao menos uma vez pela internet.

Mesmo com a crise, estima-se que em 2009 as empresas faturem 4 bilhões e meio de reais no primeiro semestre deste ano, 20% a mais que o mesmo período no ano passado. Um dos fatores para esse aumento se deve ao crescimento de usuários na internet. Em 2009 a previsão é de um crescimento de 20% no número de pessoas que compram pela internet. Em relação ao perfil dos compradores virtuais, as mulheres representam 51% dos consumidores e em 2008 a classe C foi responsável por 42% de todas as compras. Dois fatores contribuíram para esse crescimento: possibilidade de comparação de preços e parcelamento.

A análise dos dados permite-nos construir previsões para o futuro da internet no Brasil. Mensurar valores e porcentagens pode ser difícil em um mundo em que a globalização (mais evidente por causa da conexão através da internet) permite que qualquer fator gere turbulências econômicas, como por exemplo o que ocorreu com a famosa "crise". Os dados principalmente sobre o crescimento do comércio eletrônico apontam um  significativo aumento das vendas pela internet, maior do que em 2008. Investir na internet está se tornando uma das melhores ferramentas, ou se não a melhor, para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo.

Até a próxima!

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Fontes

Matéria- Brasil comemora dia mundial da internet - http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo_virtual/2007/05/17/brasil_comemora_dia_mundial_da_internet_790565.html

Sites dobram em dois anos e beiram 120 milhões - http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2007/05/17/sites_dobram_em_dois_anos_e_beiram_120_milhoes_790709.html

Acesso discado é utilizado por maior parte dos internautas do país - http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo_virtual/2007/03/23/acesso_discado_e_utilizado_por_maior_parte_dos_internautas_do_pais_726223.html

Registro .br completa 20 anos - http://www.nic.br/imprensa/clipping/2009/midia177.htm

Dados estatísticos do número de brasileiros no Orkut - http://www.orkut.com.br/Main#MembersAll.aspx

Brasil tem 25,5 milhões de internautas residenciais - http://olhardigital.uol.com.br/digital_news/noticia.php?id_conteudo=8095

Brasill tem 54 milhões de internautas.http://www.nic.br/imprensa/clipping/2009/midia218.htm

76% dos brasileiros têm Orkut - http://novo-mundo.org/log/geral/76-dos-brasileiros-tem-orkut.html

Comercio eletrônico no Brasil. http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1024667-7823-COMERCIO+NA+INTERNET+DA+LUCRO+PARA+EMPRESARIOS,00.html

Internet no Brasil - http://www.tobeguarany.com/internet_no_brasil.php

Cetic - http://www.cetic.br/

O desafio da internet no Brasil - http://olhardigital.uol.com.br/blogs/post.php?id_conteudo=7909

Internet hospeda 225 milhões de sites - http://olhardigital.uol.com.br/digital_news/noticia.php?id_conteudo=7864

Dia mundial da internet - http://www.diamundialdainternet.com.br

Fonte: Imasters

13 de maio de 2009

86 % dos consumidores brasileiros estão satisfeitos com e-commerce

O comércio eletrônico brasileiro foi aprovado por 86,3% das pessoas que compraram algum item pela internet no mês de abril. Esta é a principal constatação do "Índice de Confiança do e-Consumidor" que acaba de ser lançado pela consultoria e-bit, em parceria com o Movimento Internet Segura (MIS), comitê da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), dedicado a orientar o usuário da rede quanto às melhores práticas de navegação.

O índice de aprovação alcançado em abril foi o maior do ano, já que nos três meses anteriores (janeiro, fevereiro e março) a satisfação dos compradores havia ficado em 85,87%, 85,59% e 85,90%, respectivamente.

"Estes números estão bem próximos dos índices de satisfação registrados nos EUA, por exemplo, onde a cultura de compras não presenciais é muito mais disseminada do que no Brasil. Este resultado positivo é uma prova de que, apesar de certa dose de alarmismo, o Comércio Eletrônico brasileiro é seguro e atende às expectativas dos consumidores", afirma o coordenador do Movimento Internet Segura, Djalma Andrade.

Andrade comenta que o lançamento do "Índice de Confiança do e-Consumidor", em parceria com a e-bit, proporcionará um acompanhamento mais próximo da relação das lojas eletrônicas com seus clientes. "Teremos um termômetro divulgado mensalmente e mostraremos com isso que, adotando um comportamento seguro, o usuário pode sim confiar na Internet como uma forma de fazer compras com maior comodidade, rapidez e praticidade", diz.

Fonte: Adnews

7 de maio de 2009

Site de moda francês deixa consumidor escolher preços

Em uma iniciativa ousada, marca de roupas e acessórios Brandalley colocará dez mil itens à disposição em seu portal, que serão vendidas pelo preço que os clientes acharem justo

Poder escolher o quanto pagar em peças de roupas, sapatos e acessórios é um sonho bastante irreal para a maioria dos consumidores. Mas, pelo menos para asfrancesas, ele será uma realidade até o próximo dia 10 de maio, quando o Brandalley - um site especializado em comércio varejista de moda - fará uma ação de marketing denominada "fórmula antirrecessão".

Durante cinco dias, os consumidores poderão adquirir as roupas, bolsas, acessórios e demais peças disponíveis no site da marca pelo preço que quiserem. Ao todo, a rede colocará à disposição mais de dez mil artigos, que contam com um preço base de 1 euro, disponíveis para serem comprados pelo preço que o cliente achar justo. A única restrição diz respeito à quantidade: cada cliente pode comprar, no máximo, duas peças.  

De acordo com o executivo-chefe da Brandalley, a ousada ação de marketing em pelo cenário de crise econômica irá destacar bastante a marca e aproximá-la do público consumidor. A grande expectativa é de que os clientes aprovem a ação e retornem ao site posteriormente para adquirir novos itens.

A direção da marca, entretanto, não deixa de considerar os riscos de prejuízo com a ação, mas aposta que a visibilidade gerada pela estratégia supere as possíveis perdas. Caso os internautas comprem os dez mil itens que serão colocados a disposição pagando apenas o preço base, a marca pode perder uma quantia próxima de 90 mil euros.

Com informações da Reuters.

 

28 de abril de 2009

Pepsi estimula participação dos consumidores no Google

A campanha “Questione. Mude. Beba Pepsi” ganha reforço com nova ação de internet criada pela AlmapBBDO. Além dos filmes, anúncios e campanha para a web, os consumidores que interagirem com a marca poderão participar de uma ação especial com links patrocinados no Google.

Voltada para os jovens consumidores, a campanha estimula o questionamento e a mudança, atitudes características de quem começa a entrar na fase adulta. Por isso, a marca lançou em seu site um espaço destinado a perguntas dos internautas: a Pqpedia, site em formato de enciclopédia on line onde, ao invés de respostas, os usuários podem postar perguntas inusitadas. Os questionamentos mais interessantes serão transformados em links patrocinados no Google.

Os links patrocinados são um espaço reservado, na coluna do lado direito da tela, que aparecem quando a palavra ou frase pesquisada tem relação com um patrocinador. Nesse espaço, acontecerá a ação da Pepsi.

Quando o internauta fizer uma busca no Google com palavras chaves que se relacionam aos porquês escolhidos para a Pqpedia, aparece um link patrocinado que indica o nome do criador do porquê. Esse link redirecionará o usuário para a Pqpedia onde estarão todas as perguntas que foram escolhidas para entrar no site.

 

Fonte: Revista PublicidAd

27 de abril de 2009

Pizza Hut quer monitorar mídias sociais

A Pizza Hut está procurando por um Twintern (Twitter+intern), um estagiário para cuidar da mídia social - Twitter, blogs, Facebook, YouTube etc. As tarefas são amplas - além de "compartilhar pensamentos e experiências" através desses canais, o escolhido terá que "monitorar a mídia social em busca de noticias de cultura pop" e outras atividades. Por outro lado, o Twintern terá "acesso sem precedentes" a reuniões de marketing, sessões de brainstorm e filmagens de comerciais.

 

Dica: BlueBus

No mundo plano, wikinomics

Artigo muito bom a respeito dos sete modelos de colaboração explicados no livro Wikinomics, de Don Tapscott e Anthony D. Williams, publicado pela revista HSM, confira:

 

“Groundswell é uma mudança radical no comportamento das pessoas; usam a tecnologia para buscar em outras pessoas, e não mais nas empresas, muitas das coisas que precisam.” Charlene Li e Josh Bernoff

Don Tapscott é um dos mais festejados autores da economia digital. Comanda a empresa de consultoria New Paradigm e Anthony D. Williams é o diretor da área de pesquisa da empresa. Juntos escreveram o segundo livro mais importante sobre o novo e admirável mundo em que estamos ingressando. O primeiro, que já comentamos, é o “Mundo Plano”. E o segundo, o de Tapscott e Williams, ”Wikinomics”. Leitura mais que obrigatória.

Neste comentário, uma pequena amostra da visão dos autores sobre esse novo mundo e nova economia – “Wikinomics” – onde o conceito de propriedade intelectual se esfacela, onde o local de trabalho é o mundo, onde a senha de sucesso é colaboração.

Os sete modelos de colaboração:
1 - Pioneiros do Peering – pessoas que trouxeram para este novo mundo os softwares de código aberto (que todos podem usar sem nenhum custo desde que concordem em abrir para todos as suas contribuições). Um ótimo exemplo, a infinitamente maior enciclopédia do mundo, Wikipédia.
 
2 - Ideágoras – ilhas virtuais para onde convergem pessoas de todo o mundo dentro de uma determinada especialização e conhecimento que possam contribuir. A Procter & Gamble, por exemplo, recorre a essas ilhas no desenvolvimento de produtos, onde se encontra um capital de talento 10 vezes mais qualificado que toda a sua equipe de trabalho.
 
3 - Prosumers – nós, novos consumidores, que queremos interagir e ajudar no aperfeiçoamento de produtos e serviços. Prosumers vêm de consumidores pró-ativos. Consumidores que não abrem mão do direito de aperfeiçoar e modificar o que compram.
 
4 - Os Novos Alexandrinos – redes sociais que se formam na internet em torno de determinados assuntos, abertas, onde todos podem participar e compartilhar suas experiências.
 
5 - Plataformas para Participação – empresas que abrem totalmente todos os seus códigos e sistemas onde parceiros de todos os tipos possam compartilhar dessas propriedades e contribuírem com aprimoramentos e novas conquistas – produtos, serviços, negócios.
 
6 - Chão de Fábrica Global – o chão de fábrica das empresas não se situa mais em uma única fábrica e nem mesmo nas fábricas. São móveis, mutantes, evolutivos, e se reposicionam a todos os momentos nos locais – físicos e virtuais – que se revelarem mais adequados. No novo chão de fábrica global, os quase 7 bilhões de habitantes podem ser operários.
 
7 - O Novo Local de Trabalho – não é mais nossa mesa, cadeira, computadores, canetas, lápis e tudo o mais. É o mundo. Vamos trabalhar todos os dias, a cada novo dia, onde for mais conveniente em função da tarefa específica que estamos realizando. O novo local de trabalho é onde se encontra a melhor solução e nunca mais onde estão seus móveis e equipamentos.

 

22 de abril de 2009

O blog do presidente Lula

O presidente Lula vai entrar para o mundo digital - deu na Folha Online. Sua assessoria está criando um blog para disponibilizar informações com linguagem mais descontraída e informal. A data de lançamento depende ainda do governo achar o tom ideal dessa linguagem e se familiarizar com a mídia. Lula deve se inspirar no blog de Obama para criar o seu - garante a noticia. O Twitter está nos planos como 1 passo posterior.